programação cultural

Abril no Rio de Janeiro

10 de Abril, 2026

quase-mordida

Peça de teatro

Quase-Mordida é uma comédia.

O espetáculo nasce do encontro entre as atrizes Amanda Diener Shor, Carolina Turque e Manuela Maria com o diretor Felipe Rocha. Os quatro artistas, que também estão em cena, escreveram juntos o texto da peça, em colaboração com Mia Lima Rocha.

Em cartaz na

Casa de Cultura Laura Alvim

Todas as

sextas, sábados e domingos do mês de abril

Aqui você pode garantir os seu ingresso

Identidade visual e artes pela

Clara Aimée Rosa

calor autoimposto

Exposição

Exposto no Acervo Bar

(terceiro andar do Edifício Touring)

A vernissage ocorreu dia 4 de abril, apresentando a coletânea em versão completa. Ao longo da noite houveram duas apresentações. Primeiro de jazz com Elis, Rafael e Gabriel. Depois show do yung vegan. Mais tarde, festa do pista quente no térreo. Lá haviam 22 metros de biombos exibindo imagens feitas com máquininhas da stone.

Felizmente, parte das obras permanecem até 2 de maio. Vale a pena ver ao vivo com os próprios olhos. Passe no banheiro vermelho.

Fotos impressas em papel de notinha são da instalação da pife vídeo

Rede social

@mmourajoao @acervobar

calor autoimposto

(ou procura-se uma curadora)

então,

em primeira pessoa:

um conceito

na verdade menos,

uma ideia

calor: um casaco, ir à praia, um isqueiro, um cigarro, uma impressão ou uma festa

autoimposto: autoexplicativo

o que está aqui é quase só um acúmulo

(gosto de sentir que sou uma poeira)

— mas existe certa ordem —

quase tudo é de noite

há aproximações

repetições

índices

ou seja

é quase um acervo.

essas imagens aparecem depois de três anos documentando a dupla de discotecagem pista quente, composta por akin e benjamim.

algumas vêm da festa

outras de fora — nas itinerâncias consecutivas

todas nascem do mesmo impulso

enquanto a cidade dormia abandonada

ocupam este prédio em forma de recibo

fotografadas

ou reimpressas

com uma maquininha de cartão

um documento formal que comprova

o quê?

estamos na superfície.

as imagens são impressas por calor

no papel

(e como vestígios ou uma festa)

com o tempo desaparecem

às minhas imagens desejo:

serem um corpo

que ainda está quente

acredito no prolongamento das coisas

na convivência

e a fotografia é um pouco isso:

permanecer

um círculo

é, também,

arrancar uma flor do chão

eu vejo uma tatuagem

e penso na morte do meu avô

na sua pele dourado-mel

toda enrugada

com um borrão preto

que um dia foi uma tatuagem

é preciso ter cuidado

com o que colecionamos do mundo

e com o que escolhemos deixar ir

joão MM

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